Por volta de 1950 a 1970, aproximadamente, a desinformação e o desconhecimento sobre determinadas doenças, significavam para os infectados pela hanseníase como condenação.
Entretanto, o preconceito contra os portadores da doença, faziam que se isolassem com receio da discriminação.
As crianças recebiam dos pais informação sobre o perigo do contágio e, com isto entravam em pânico diante da aparência comum dos doentes, efeito causado pela hanseníase. Também, era comum deparar com famílias inteiras peregrinando, transportados por animais e carregando seus pertences. Este estilo de vida nômade, os levavam de um lado para outro, evitando contato com as pessoas. Os homens estendiam seus braços o máximo possível com o chapéu na mão, na hora de receber donativos e as mulheres mendigavam alimentos, sempre evitando uma aproximação.
As famílias se acomodavam temporariamente em casas e estações de trem abandonadas.
A discriminação e o preconceito deixavam os portadores de hanseníase com sentimento de culpa, como não se bastasse o sofrimento com a doença.
Um simples cumprimento lhes eram negados, assim como um olhar de amizade ou um gesto de carinho.
Embora, as pesquisas sobre a doença ainda não terminaram, porém, já se sabe que tem cura e quanto antes procurar tratamento, menos sequelas. A hanseníase é também chamada de Lepra.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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