terça-feira, 30 de julho de 2013

Aluísio de Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luiz, Maranhão em 14 de abril de 1857. Irmão do teatrólogo Arthur Azevedo, que o levou para o Rio de Janeiro aos 17 anos para estudar Belas-Artes. Colaborou com caricaturas e poesias em jornais e revistas. Seu primeiro romance "UMA LÁGRIMA DE MULHER" (1880), em estilo romântico. Viveu 15 anos como escritor e depois ingressou na carreira diplomática em 1895. A serviço do Brasil esteve na Espanha, Japão, Uruguai, Inglaterra, Itália, Paraguai e Argentina. Escreveu "O MULATO", livro que causou enorme escândalo, pois foi publicado no auge da Campanha Abolicionista em 18881. Até 1885 escreveu 19 trabalhos entre romances e peças teatrais. Romances consagrados perante a critica e o público "CASA DE PENSÃO" (1884) e o "CORTIÇO" (1890), considerados Obras-primas. Entre os romances estão: "A CONDESSA DE VÉSPER" (1902), sob o título Memória de um Condenado (1892); "GIRÂNDOLA DE AMORES" (1900), "FOLHETIM NA FOLHA NOVA" (1892), sob o título de Mistério da Tijuca, "FILOMENA BORGES" (1884), O HOMEM" (1887); "O CORUJA" (1895), publicado primeiro em Rodapé de "O PAÍS" (1889), "O ESQUELETO", "MISTÉRIO DA CASA DE BRAGANÇA" (1890), publicado sob pseudônimo de Vitor Leal; "A MORTALHA DE ALZIRA" (1893), "O LIVRO DE UMA SOGRA" (1895) e "CONTOS DE DEMÔNIOS" (1890). Foi membro da Academia Brasileira de Letras e morreu em 21 de janeiro de 1913 em Buenos Aires, Argentina, onde era vice-cônsul do Brasil. Elementares características pessoais de Aluísio de Azevedo: Troca tendências por temas cotidiano, menciona o preconceito, o adultérios, os vícios e o povo humilde. Exageradamente sentimental, também, menciona o abolicionismo e seus escândalos e tenta analisar a posição do negro na sociedade. Ainda fala da situação das pensões chamadas "familiares", onde hospedam jovens do interior e que tentam vencer na vida, também a condição miserável em habitações coletivas.

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