quinta-feira, 9 de julho de 2009
O caso "Lucy"
Haviam muitos rumores sobre o caso "Lucy". Contam sobre uma tradicional família, de onde vinha uma geração de absurda mesquinhez. De sua propriedade eles tiravam todo sustento e vendiam o resto. Porém, na ânsia de transformar tudo em dinheiro, apenas o mínimo permanecia na família. Portanto, diariamente o prato principal era o "trivial", angu de fubá, feijão, taioba ou couve. Algum tipo de carne só em algum acontecimento importante.Porém, a economia abrangia todos os setores como roupas, remédios e diversão. Resumindo: o objetivo era guardar o máximo e gastar o mínimo. Era uma questão que passava dos pais para os filhos e assim por diante.....Na família haviam o pai, a mãe e dois filhos, pelo qual, um era solteiro e o outro casado, este com um filho. Com o passar do tempo, naturalmente a família foi se acabando, pois, morreram os pais e depois o filho solteiro, e na sequência o casal em épocas diferentes. Conclusão, só restou o neto que acabou herdando todo dinheiro poupado por várias gerações. E assim entra Lucy na história, ou melhor, na família. Lucy era uma jovem de família humilde, mas, muito ambiciosa e percebeu logo o grande "potencial", ou seja, a potente fortuna que o rapaz representava. Consequência, Lucy conseguiu liquidar com um montante acumulado por gerações em apenas dois anos.Será que Lucy alguma vez já havia experimentado comer angu com feijão e taioba? Ou usado um vestido feito de saco de farinha? Provavelmente não. Moral da história: economizar é sempre bom e importante, mas sem esquecer de viver o presente, porque o passado já se foi e o futuro é incerto. Dá para perceber que apenas aparece o nome de Lucy, embora em uma breve participação, ela sozinha deu sentido ao significado viver intensamente.
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